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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Lula e Dilma mais "íntimos" da Lava Jato

STF envia a Moro documentos sobre campanhas de Lula e Dilma

Parte do processo na primeira instância da Justiça Federal tem como base delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC. Aquela que nada explica e a solução é entregar tudo!

Lava Jato investiga campanhas de Lula (2006) e Dilma (2010)
As solicitações de investigação, por parte da Procuradoria, não recaem sobre os candidatos, mas sobre coordenadores e responsáveis pelas finanças eleitorais. No caso da campanha de 2014, Zavascki já autorizou a abertura de investigação contra o ministro da Comunicação Social e ex-tesoureiro da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, Edinho Silva.
Entre os nomes citados por Pessoa cuja possível investigação deve ficar a cargo de Moro está o do ex-tesoureiro da campanha de Dilma em 2010, José de Filippi, e do ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto, um dos presos pela Polícia Federal. O dono da UTC relatou em depoimento ter repassado 3,6 milhões de reais entre 2010 e 2014 para os dois e também mencionou repasses à segunda campanha do ex-presidente Lula.

BRASÍLIA – O inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o ministro da
Suspeitos de terem arrecadado dinheiro proveniente
de propina no esquema da Petrobrás
Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Edinho Silva, não será a única frente de apuração de supostas irregularidades nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no tribunal, já decidiu encaminhar para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, documentos que apontam suspeitas de arrecadação ilegal por parte das coordenações das campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010. Edinho foi o tesoureiro em 2014 e, por ser ministro, tem foro privilegiado junto ao STF.
Entre os citados que poderão ser investigados em novos inquéritos na primeira instância da Justiça Federal estão o ex-deputado e ex-secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo José de Filippi Júnior e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, segundo fontes com acesso às investigações. Filippi foi tesoureiro da campanha de Lula à reeleição em 2006 e da campanha de Dilma em 2010. Vaccari só deixou a Secretaria de Finanças do PT após ser preso na Operação Lava-Jato, em abril deste ano. Os dois foram citados em depoimentos prestados na delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa.
A vitória momentânea da corrupção
Segundo Pessoa, a campanha de Lula em 2006 contou com repasses de dinheiro em espécie, sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O dinheiro seria proveniente de um consórcio com obras no exterior, integrado pela UTC. A entrega foi feita no comitê da campanha, conforme o empreiteiro. Pessoa também relatou entregas de dinheiro a pedido de Vaccari.
O GLOBO apurou que a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba já foi avisada sobre o compartilhamento da delação do dono da UTC, em que o empreiteiro detalha supostas irregularidades nas campanhas petistas. A expectativa dos investigadores no Paraná é receber esses depoimentos até a próxima quarta-feira. Os casos serão analisados individualmente e poderão resultar em inquéritos diferentes.
O ex-ministro Antonio Palocci já é investigado em inquérito na primeira instância por conta de suspeitas de arrecadação ilegal na campanha de Dilma em 2010, delatada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O encaminhamento das acusações à Justiça Federal no Paraná também foi feito por Teori, na primeira leva de inquéritos judiciais abertos na Lava-Jato, em março deste ano.
A hora do chefe se explicar. Como se explicar?
Costa declarou que recebeu um pedido do doleiro Alberto Youssef e que autorizou o uso de R$ 2 milhões destinados ao PP, desviados de contratos da estatal, na campanha de Dilma. O pedido teria partido de Palocci, conforme a delação de Costa. Youssef desmentiu o depoimento do ex-diretor. Mesmo assim, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entendeu que “a suposta solicitação da vantagem deve ser apurada em relação a quem a teria feito”. O inquérito está em andamento em Curitiba. Dilma não foi alvo de investigação. Janot alegou “vedação constitucional” para analisar o caso, por ele ser anterior à sua gestão como presidente.

Na semana passada, a Polícia Federal concluiu as investigações contra dois políticos com foro privilegiado: os deputados Vander Loubet (PT-MS) e Nelson Meurer (PP-PR). Nos relatórios encaminhados ao STF, a PF concluiu que ao menos parte da propina recebida pelos dois, proveniente de contratos da Petrobras, foi transformada em doação eleitoral.
A PF chegou à mesma conclusão em relação às investigações contra o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e o senador Benedito de Lira (PP-AL), pai dele. No relatório enviado ao STF, a polícia afirma que Arthur Lira encontrou o doleiro Alberto Youssef “com a finalidade de solicitar o pagamento de dívidas de campanha e apanhar recursos em espécie, oriundos do esquema de corrupção da Petrobras”. Para a polícia, os parlamentares praticaram corrupção passiva, que é o recebimento de propina, e lavagem de dinheiro, configurada nas artimanhas para ocultar o primeiro crime.
No sábado, outros dois inquéritos foram abertos no STF para investigar supostas doações por caixa dois. São alvos o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que disputou o governo de São Paulo em 2010, e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), eleito para o cargo naquele ano.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Congresso preocupado ou mais um teatro?

Podre por podre, vamos tentar acreditar mais uma vez!

por Celso Brasil
A farra da maior facção formada pela união de pseudos partidos, conta com uma equipe gigantesca de corruptos mancomunados com o objetivo de blindagem e obstrução de qualquer tipo de investigação, apuração, julgamento e condenação de seus integrantes.
É a maior prova de que nenhum dos integrantes do governo mais corrupto da história da humanidade, quer apuração e, desta forma, buscam criar mecanismos para interromper, sempre de forma brusca e bem orquestrada, todo o processo investigatório.
O poder, tomado pelos déspotas que, através da mentira deslavada, prometeu ao inocente povo idiotizado a solução de todos os problemas sociais, está envolvido em todas as suas instâncias no mais recente escândalo brasileiro - apenas mais um - porém, gigantesco. Existe um outro que promete tornar o atual em uma "marola", tamanha a expectativa de falcatruas que são esperadas.
O Congresso Nacional, por sua vez, nota que será esmagado e tomado pelo executivo que já o domina quase totalmente e, assim, resolveu reagir, chamando aqueles que promoveram as medidas estratégicas sujas executadas na calada da noite carnavalesca brasileira. Tudo enquanto o povo brincava em meio à desgraça que o assola.
Desta forma, este fragilizado mas, também, apodrecido Congresso, resolveu chamar alguns cabeças desta vergonhosa articulação para uma explicação. Ou seria para dar mais tempero à mais nova receita da Pizzaria Brasil?
O dinheiro envolvido em toda essa avalanche de desvios é muito grande. É enorme! É, eu diria, incontável! Pelo menos para um cidadão comum.
O povo tentando ir para as ruas, sem saber quem seguir, espera, diante das imagens e altares, que a solução caia do céu, já que isso é o que lhes resta.
Por outro lado, forças fazem força para que as Forças intervenham. Outros gritam pelo simples afastamento e cassação de direitos, numa sonora e melódica palavra - impeachment!!!
Enquanto isso, sem dormir - com toda certeza - os mandantes se reúnem tentando manter suas fabulosas fortunas desviadas pelo leito do suor de um povo que ainda espera - sem saber exatamente o que.





domingo, 23 de novembro de 2014

Anão diplomático - Imagem de decadência e desgoverno


Ainda sobre o ANÃO DIPLOMÁTICO - O Brasil cumpre seu estúpido papel, levando a imagem de Nação decadente e desgovernada, com claras tendências terroristas e totalitárias.
Trata-se do pior período atravessado pelo País, que, em queda livre em todas as áreas, enfrenta a divulgação de sua pior imagem em 500 anos de história de glórias, experiências, crises e grande tomada de desenvolvimento - tudo isso destruído em apenas 12 anos de desgoverno total, com dilapidação do patrimônio público, construido com o suor do povo que paga o maior imposto do mundo sem retorno, para assistir a maior avalanche de escândalos de corrupção da América Latina.
A matéria abaixo prova como está o retrato do Brasil lá fora.

  
______________
Brasil
após a eleição presidencial: Negociações com o ISIS, em vez de acordos de livre comércio com o Ocidente
do original:
Veröffentlicht:  
Brasilien nach der Präsidentschaftswahl:
Verhandlungen mit der ISIS statt Freihandelsabkommen mit dem Westen


TRADUÇÃO NA INTEGRA - by post FB Eliana Gonçalves
No domingo, Dilma Rousseff, foi reeleito como presidente do Brasil. Em seu discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU em setembro, o ex-guerrilheiro marxista tinha chamado para um diálogo com ISIS e criticou os ataques militares lideradas pelos Estados Unidos contra a milícia terrorista mais brutal dos tempos modernos. Como um avião de passageiros da Malásia foi abatido sobre a leste da Ucrânia por rebeldes pró-Rússia, em julho, o presidente permaneceu em silêncio. Depois de tons de sua reeleição não mais pragmáticas e pró-oeste na política externa brasileira será o esperado.
Até mesmo o principal ideólogo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, havia apoiado a legitimidade de grupos rebeldes, como o grupo guerrilheiro colombiano FARC. O preferem Havana como orientar a Washington assessor de política externa parcerias Brasílias cunhadas na região através do fórum São Paulo com partidos e organizações marxistas, incluindo Venezuela e Argentina. Economicamente formar os estados de esquerda do Mercosul bloco, cujos membros por anos para bloquear um acordo de livre comércio com a UE. Fora da América do Sul do Brasil voltada para a cooperação Sul-Sul com a África, e (novamente) as potências emergentes como a Rússia ea China. Isso completa a postura anti-ocidental da política externa brasileira.
Controlada em uma pequena cela no presidenciais brasileiras usado Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT), estes política externa como ferramenta de campanha, tentando desviar as críticas de Washington e da sobrevalorização do papel do Brasil no mundo da falta de sucessos políticos internos significativos. Deixa seus diplomatas experientes do lado esquerdo. Diplomatas estrangeiros e também: mais de vinte embaixador em Brasília - entre outras coisas, o novo embaixador alemão - esperar meses após assumir o cargo ainda em suas credenciais.
Só escapou por pouco do presidente no segundo turno na derrota de domingo. Menos de 52% dos eleitores confirmaram o preço atual da política brasileira, baseada na ideologia, em vez de pragmatismo. O discurso político sobre a "Dilma", como é chamado pelos brasileiros, chamou Embora mais por ataques pessoais, Korruptionsverwürfe e falta de soluções para os problemas econômicos, mas também a falta de perfil de política externa na campanha para indicar que não há mudanças significativas na A política externa do Brasil pode ser esperado.

O presidente vai continuar em seu curso e cimentou compromisso brasileiro com as estruturas regionais com os países vizinhos socialistas. A mudança para países orientados para o mercado da Aliança do Pacífico, incluindo Chile, Peru e Colômbia, permanece, assim, fora. Além disso, não se espera que a Brasília promove relações econômicas com os EUA e a UE, que tem o potencial resultado FTAs paralisação. Isso já sugeriu a aproximação de Brasília para Moscou, porque as suas relações comerciais foram alargadas consideravelmente pela crescente exportação de carne, milho e soja para a proibição das importações de alimentos do Ocidente.
Além da mudança perdido na política econômica, Dilma vai continuar a trabalhar para menos democracia, e mais para a estreita colaboração com regimes autoritários como Cuba e Irã. Esta definição é mais uma indicação de que a divisão com o Ocidente é baseada não só na política econômica, mas também é impulsionado por uma dimensão política.
Assim, espera-se que a política externa Brasília continuará a basear-se em uma pretensão de liderança em um mundo multipolar. Com menos de um por cento de crescimento económico, de um orçamento insuficiente para a reforma das forças armadas desatualizados, assim como a falta de investimento em educação e pesquisa, a discrepância entre as expectativas ea realidade no segundo mandato de Dilma não é pequena. China continuará a desempenhar um papel importante na economia brasileira e uma cooperação mais estreita com os Estados Unidos ou até mesmo com a NATO na resolução de conflitos internacionais permanece improvável.
Para continuidade a reeleição de Dilma Alemanha e oportunidades perdidas para os mesmos meios de tempo. Além de laços culturais para o sul do Brasil, a energia renovável, de políticas cyber, reforma, do G20 e missões de paz da ONU continuará a cooperar nos setores. Não há evidências de que as barreiras comerciais Dilma vai soltar, o que significa que os produtos alemães altamente tributados estão encontrando seus caminhos não facilmente entrar no Carrinho de Compras da classe média em ascensão. Burocracia e uma política fiscal reformado, o que poderia levar a uma renovação do acordo de dupla tributação iria promover investimentos alemães no Brasil e tornar o mercado brasileiro para empresas de médio porte mais rentáveis. Além disso, o permanece apenas wishful thinking entre Dilma.
Mas poderia ter sido diferente. Vindo de um challenger político dinastia Aécio Neves distinguiu-se durante sua carreira como Governador do Estado de Minas Gerais emblemática e como membro do Partido Democrático Social (PSDB) no Senado Federal pelo pragmatismo ao invés de batalhas oportunistas. Ele se distanciou do discurso socialista de Dilma e criticou o cancelamento da visita de Obama ao caso de escuta pela NSA, porque, assim, violado os interesses econômicos brasileiros.
Seus apoiadores teria sido dominado oeste. O assessor de política externa de Londres-treinados para Aécio Neves, Rubens Barbosa, serviu sob Fernando Henrique Cardoso como embaixador do Brasil em Washington. Ele atua há anos como Presidente da Câmara de Comércio de São Paulo e como consultor para a empresa de lobby do ex-secretário de Estado dos EUA Madeleine Albright.
Com mais de 48% dos votos, enquanto quase metade dos eleitores tinham por um tipo diferente de presidente - e, assim, para uma reforma da política externa brasileira - pronunciada. Isso mostra que a política externa de Dilma não são sem controvérsia, mas não há alternativa.
Cabe a Berlim, Bruxelas e Washington, Dilma convencê-los dos benefícios da cooperação com o Ocidente. Enquanto não haverá reorientação estratégica da potência emergente, mas você não deve dar-se os antigos aliados. Em quatro anos, mais uma vez não é uma escolha, e, a estreita derrota do candidato de centro-direita tem demonstrado que uma política pró-ocidental no Brasil é possível hoje. Resta saber se a política brasileira pode umbesinnen apesar de sua forte ancoragem socialista. Mas vamos ser honestos, os brasileiros foram os europeus e os americanos sempre foram muito mais perto do que os russos e os chineses.

Abaixo, a matéria original alemã - http://www.huffingtonpost.de/robert-helbig/brasilien-nach-der-praesi_b_6098270.html?utm_hp_ref=politik

O artigo ao lado é o original
publicado na Alemanha
Brasilien nach der Präsidentschaftswahl: Verhandlungen mit der ISIS statt Freihandelsabkommen mit dem Westen

Veröffentlicht: Aktualisiert:
Am Sonntag wurde Dilma Rousseff als Präsidentin Brasiliens wiedergewählt. In Ihrer Eröffnungsrede vor der UN-Vollversammlung im September hatte sich die einstige marxistische Guerillakämpferin für einen Dialog mit ISIS ausgesprochen und die US-geführten Militärschläge gegen die wohl brutalste Terrormiliz der Neuzeit kritisiert. Als im Juli ein malaysisches Passagierflugzeug über der Ostukraine von pro-russischen Rebellen abgeschossen wurde, blieb die Präsidentin stumm. Nach ihrer Wiederwahl werden keine pragmatischeren und pro-westlicheren Töne in der brasilianischen Außenpolitik zu erwarten sein.
Schon der Chefideologe des ehemaligen Präsidenten Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, hatte die Legitimität von Rebellengruppen wie der kolumbianischen Guerillabewegung FARC unterstützt. Der sich lieber nach Havanna als nach Washington orientierende außenpolitische Berater prägte Brasílias Partnerschaften in der Region durch das Forum São Paulo mit marxistischen Parteien und Organisationen, u.a. aus Venezuela und Argentinien. Wirtschaftlich bilden die linksgerichteten Staaten den Mercosur-Block, deren Mitglieder seit Jahren ein Freihandelsabkommen mit der EU blockieren. Außerhalb Südamerikas orientiert sich Brasiliens an der Süd-Süd-Kooperation mit Afrika und den (wieder)aufsteigenden Mächten wie Russland und China. Das vollendet die anti-westliche Haltung der brasilianischen Außenpolitik.
Gesteuert in einer kleinen Zelle im Brasilianischen Präsidialamt benutzt Dilma Rousseff von der Arbeiterpartei (PT) diese Außenpolitik als Wahlkampfinstrument und versucht, durch Kritik an Washington sowie die Überbewertung von Brasiliens Rolle in der Welt von fehlenden signifikanten innenpolitischen Erfolgen abzulenken. Dabei lässt sie ihre erfahrenen Diplomaten links liegen. Ausländische Diplomaten allerdings auch: über zwanzig Botschafter in Brasília - u.a. der neue deutsche Botschafter - warten Monate nach Amtsantritt noch auf ihr Beglaubigungsschreiben.
Nur knapp entging die Präsidentin in der Stichwahl am Sonntag einer Niederlage. Weniger als 52% der Wähler bestätigten den momentanen Kurs der brasilianischen Politik, der sich auf Ideologien statt Pragmatismus stützt. Der politische Diskurs über „Dilma", wie sie von den Brasilianern genannt wird, zeichnete sich zwar mehr durch persönliche Attacken, Korruptionsverwürfe und fehlende Lösungen für wirtschaftliche Probleme aus, doch auch das Fehlen eines außenpolitisches Profils im Wahlkampf deutet an, dass keine signifikanten Veränderungen in Brasiliens Außenpolitik zu erwarten sind.
Die Präsidentin wird ihren Kurs fortsetzen und brasilianische Bekenntnis zu den regionalen Strukturen mit den sozialistischen Nachbarn zementiert. Eine Verlagerung zu den marktwirtschaftlich orientierten Staaten der Pazifik-Allianz, u.a. Chile, Peru und Kolumbien, bleibt damit aus. Des Weiteren wird nicht erwartet, dass Brasília die Wirtschaftsbeziehungen mit den USA und der EU vorantreibt, was den Stillstand möglicher Freihandelsabkommen zur Folge hat. Das deutete schon die Annährung Brasílias an Moskau an, denn deren Handelsbeziehungen sind durch wachsende Fleisch-, Mais- und Sojaexporte nach dem Importverbot für Nahrungsmittel aus dem Westen deutlich ausgeweitet worden.
Neben dem verpassten Wechsel in der Wirtschaftspolitik wird sich Dilma auch weiterhin weniger für Demokratie, und mehr für die enge Zusammenarbeit mit autoritären Regimen wie Kuba und dem Iran einsetzen. Diese Einstellung ist ein weiteres Indiz dafür, dass die Spaltung mit dem Westen nicht nur auf Wirtschaftspolitik basiert, sondern auch durch eine politische Dimension getrieben wird.
So bleibt zu erwarten, dass Brasílias Außenpolitik weiterhin auf einem Führungsanspruch in einer multipolaren Welt basieren wird. Mit unter einem Prozent Wirtschaftswachstum, einem unzureichenden Budget für die Reform der veralteten Streitkräfte, sowie mangelnden Investitionen in Bildung und Forschung wird die Diskrepanz zwischen Anspruch und Wirklichkeit in Dilmas zweiter Amtsperiode nicht kleiner. China wird weiterhin eine wichtige Rolle in der brasilianischen Wirtschaft spielen und engere Kooperation mit den USA oder gar mit der NATO in der Lösung internationaler Konflikte bleibt unwahrscheinlich.
Für Deutschland bedeutet Dilmas Wiederwahl Kontinuität und verpasste Chancen zugleich. Neben kulturellen Verbindungen zum Süden Brasiliens wird in den Sektoren der erneuerbare Energien, Cyberpolitik, VN-Reform, G20 und Friedensmissionen weiterhin kooperiert werden. Es gibt keine Indizien dafür, dass Dilma Handelsschranken lockern wird, was bedeutet, dass die sehr hoch besteuerten deutschen Produkte ihre Wege nicht leichter in die Einkaufswagen der aufsteigenden Mittelschicht finden werden. Bürokratieabbau und eine reformierte Steuerpolitik, die zu einer Erneuerung des Doppelbesteuerungsabkommens führen könnte, würden deutsche Investitionen in Brasilien vorantreiben und den brasilianischen Markt für mittelständische Unternehmen profitabler machen. Auch das bleibt unter Dilma nur Wunschvorstellung.
Aber es hätte auch anders kommen können. Der aus einer Politikerdynastie stammende Herausforderer Aécio Neves zeichnete sich während seiner Karriere als Gouverneur des Vorzeigestaats Minas Gerais und als Mitglied der Sozialdemokratischen Partei (PSDB) im Brasilianischen Senat durch Pragmatismus statt opportunistischer Schlachten aus. Er distanzierte sich von Dilmas sozialistischem Diskurs und kritisierte die Absage ihres Obama-Besuchs nach der Abhöraffäre durch die NSA, weil sie damit brasilianische Wirtschaftsinteressen verletze.
Auch seine Hintermänner wären westlich geprägt gewesen. Der in London ausgebildete außenpolitischer Berater von Aécio Neves, Rubens Barbosa, diente unter Fernando Henrique Cardoso als brasilianischer Botschafter in Washington. Er ist seit Jahren als Präsident der Außenhandelskammer São Paulos und als Berater für die Lobbyfirma der ehemaligen amerikanischen Außenministerin Madeleine Albright aktiv.
Mit über 48% der Stimmen hatte sich knapp die Hälfte der Wähler für einen anderen Präsidententypus - und damit auch für eine Reform der brasilianischen Außenpolitik - ausgesprochen. Das zeigt, dass Dilmas Außenpolitik weder unumstritten, noch alternativlos ist.
Es liegt an Berlin, Brüssel und Washington, Dilma von den Vorteilen der Kooperation mit dem Westen zu überzeugen. Zwar wird es keine strategische Neuausrichtung der aufstrebenden Macht geben, aber man sollte den alten Verbündeten nicht aufgeben. In vier Jahren gibt es wieder eine Wahl, und die knappe Niederlage des Mitte-Rechts Kandidaten hat gezeigt, dass auch heute noch eine pro-westliche Politik in Brasilien möglich ist. Es bleibt die Frage, ob sich die brasilianische Politik trotz ihrer starken sozialistischen Verankerung umbesinnen kann. Aber seien wir mal ehrlich, Brasilianer waren den Europäern und Amerikanern schon immer viel Näher als den Russen und Chinesen.

domingo, 13 de outubro de 2013

IMBECILIZAÇÃO acelerada - Brasil sempre na frente.


O processo de imbecilização do país começa a atingir o seu auge, com a distribuição dos PONTOS DE RETROAÇÃO DA INTELIGÊNCIA.
Um dos casos mais graves ocorre na UFSC. A criação de uma mentalidade que trai o objetivo básico da mente - PENSAR E EVOLUIR - é a preocupação de um grande grupo de acéfalos que trabalham no sentido de formar cada vez mais idiotas. OEB

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Conteúdo: aluizioamorim.blogspot.com.br

PARECE MENTIRA MAS É VERDADE! UFSC VIRA NOTÍCIA NACIONAL DEPOIS QUE SE TRANSFORMOU NUM CENTRO DE DIFUSÃO DO COMUNISMO.

A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que já esteve entre as melhores do Brasil em diversas áreas, virou motivo de piada, depois que um bando de celerados comunistas tomou conta da Reitoria. Hoje essa universidade transformou-se numa usina de produção de idiotas. 
A comunização da universidade já virou notícia nacional.

O Blog do Rodrigo Constantino, do site da revista Veja está publicando uma série de matérias documentadas como fotos como esta que está aí acima, denunciado o estado miserável em que se encontra a UFSC, transformada num centro de lavagem cerebral dos estudantes, especialmente na área de ciências humanas.

É o dinheiro dos contribuintes que mantém a UFSC, já que é uma universidade pública. Em outras palavras, eu, você e demais brasileiros financiam a propagação do comunismo com o evidente apoio do governo do PT, por meio do Ministério da Educação.

sábado, 21 de setembro de 2013

A VERDADE. NADA MAIS QUE A VERDADE



“A gente quando é candidato faz o diabo para ser eleito, depois ...” (Dilma, Mar 2013).


MILAGRES ECONÔMICOS – “Em resumo, milagres não existem na economia. O que é, às vezes, assim chamado é o resultado de trabalho perseverante e planejado, executado dentro de um clima de ordem e compreensão. Este é o único caminho para o total desenvolvimento, o que significa pleno emprego e salários reais e crescentes.” (Ingo Hering, 23 out. 76. www.ciahering.com.br). Trabalho e renda no combate à pobreza, eis a questão.

ADVOGADOS DESLEAIS - Tenho o maior respeito pela OAB, mas em Santa Maria há advogados que denigrem o livre exercício de tão nobre profissão. Alguns dificultam a informação, enganam e empobrecem os clientes que, pela boa fé, lhes delegaram procurações. A OAB deve agir energicamente contra estes maus operadores do direito, até mesmo para premiar o trabalho dos advogados honestos. Cadê o remédio jurídico? Devem se lembrar de que ainda há juízes em Santa Maria. Para saber mais, consulte o sítio da Internet http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,ainda-ha-juizes--em-berlim-,927205,0.htm.

O PERIGO DA CAMPANHA PRESIDENCIAL ANTECIPADA - Ameaçado pela futura candidatura de Aécio Neves (PSDB) para presidente em 2014, o PT, sob a batuta de Lula, o homem do sifu, aquele que nunca sabia de nada, resolveu lançar Dilma à reeleição, na reunião de comemoração de 10 anos de poder, sempre negociado com partidos políticos. Esquecendo-se de que os tempos são outros, o PT continuará com a estratégia de atacar o período FHC. A gestão FHC mudou o rumo do Brasil para melhor: houve controle da inflação; deu novos horizontes tanto para empresários quanto para o povo, sem atacar ninguém. Ocorre que, com o PT, o Brasil parou, apresentando PIBs[1] cada vez menores em relação aos demais países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), culminando com o “pibinho” de 2012, contrariamente a previsões oficiais que beirava à casa de 4%. Sem dúvidas, tem ocorrido uma maior distribuição de renda, mas a custos elevados, como o Bolsa Família, que se transformou hoje na maior compra eleitoral de votos, e outras ações sem retorno para a classe trabalhadora deste país. E o Bolsa Ditadura? “O PT não quer ensinar ninguém a pescar. O povo que se contente com a sobra da pescaria deles.” O governo parece mais preocupado com um projeto de manutenção do poder a todo custo e em atingir metas da ONU e de outras organizações internacionais do que governar propriamente. O Aécio, por outro lado, mostrou na tribuna 13 fracassos do PT, mas ainda não apresentou um projeto de governo, o que se dará provavelmente mais adiante. No palco do PT, como se nada houvesse acontecido, os desobedientes filhos do escândalo do mensalão[2]: José Dirceu, José Genuíno (ainda exercendo mandato de deputado federal) e João Paulo Cunha. Dizem que a militância petista está se quotizando para pagar os estragos dos bad boys. Sem falar no uso da máquina pública, esta ambiciosa campanha pelo poder mobilizará vultosos recursos que poderiam ser usados de uma forma mais nobre em prol do povo brasileiro e contaminará todo o trabalho legislativo, que já é tradicionalmente precário. O governo fica mais preocupado com a futura legislatura do que com a atual. A partir de agora, só será discurso. Nada mais que discurso. Dilma esteve na convenção do PMDB e desejou vida longa à parceria PMDB e PT. Se não me engano vida longa é uma expressão maçônica, como Grande Arquiteto do Universo (GADU), o que não quer dizer que toda a Maçonaria, que tem prestado relevantes serviços à nação no decorrer da história brasileira, apóie o governo do jeito que aí está. Os políticos prometem, por isto são, antes de tudo, encantadores de eleitores. Aprecie o político com moderação.

AS ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO DA MÍDIA – A mídia está usando diversas estratégias para distrair o povo, no sentido de aliená-lo das informações realmente significativas, dificultando o público de se desenvolver em áreas como comunicações, psicologia, filosofia, cibernética, política, economia. Manter distraído o grande público, incutindo preocupações com aquecimento global, crimes, copa do mundo, futebol. Cria um clima econômico catastrófico, fora da realidade, para o público acabar aceitando políticas econômicas medíocres. A mídia usa a propaganda subliminar para manipular as preferências do público-alvo. Leia Subliminar, de Leonard Mlodinow, Ed Zahar. Sorria! Você está sendo manipulado! 

CORRUPÇÃO E MENSALÃO - Homens abomináveis, espertos e mal intencionados, que desdenham de uma justiça enfraquecida. Muitos vivem dissolutamente, achando que nunca deveriam prestar contas de seus estratagemas. Deleitam-se na quietude, cheios de mácula e delitos, vivendo em seus enganos. Inimigos da verdade, zombam da pobreza e persistem no erro. Descaminhados pelo erro intencional, caem de sua própria constância. A corrupção empobrece o país. Para quem queira saber o lado contraditório que defende estes mal feitores, leia A outra história do mensalão, de Paulo Moreira Leite.

COMPETÊNCIA E DESEMPENHO DAS AGÊNCIAS REGULADORAS – De certa forma contribui com a pobreza do país o atual critério de indicação dos chefes de tais agências reguladoras (Agência Nacional do Petróleo, Agência Nacional de Energia Elétrica, etc), haja vista que o critério de indicação política tem sobrepujado o critério técnico. Normalmente são pessoas incompetentes para o cargo, gastando um tempo considerável para esboçar um desempenho funcional razoável. Enquanto isto, continuamos pagando as contas. Leia Competências e desempenho organizacionais. Fernandes, Bruno Henrique Rocha. São Paulo: Saraiva, 2006.

 

AUMENTO PARA OS MILITARES DAS FORÇAS ARMADAS - Contatei os senadores Álvaro Dias PSDB, Paulo Paim PT, Roberto Requião PMDB e Dep Jair Bolsonaro PP. Todos foram unânimes em afirmar que o assunto é de competência exclusiva da Presidência da República. Segundo eles, é justo os militares brasileiros serem bem remunerados, em virtude da relevância dos serviços que devem ser prestados ao país. “Militares das forças armadas: pior salário do Executivo.” (Bolsonaro, 2012). Os militares das Forças Armadas estão ficando cada vez mais pobres devido à crescente perda do poder aquisitivo e a empréstimos efetuados com frequência.
ECOS DA INTERNET

DECISÃO PROVISÓRIA DA JUSTIÇA MANTÉM ‘DEUS SEJA LOUVADO’ NO REAL - A 7ª Vara de Justiça de São Paulo negou na quinta-feira (29/11/12) pedido de antecipação de tutela feito pelo Ministério Público Federal solicitando que a União e o Banco Central retirassem, no prazo de 120 dias, a expressão “Deus seja louvado” de todas as cédulas a serem impressas.

 

O SUMIÇO DO CRUCIFIXO – Passarinho me contou que não foi só o crucifixo: Lula teria entrado somente com duas malas no Palácio da Alvorada e saído com 10 caminhões de mudança e mais o crucifixo do hall de entrada. Cadê o crucifixo?

BOLSONARO TORTURA COM VERDADES GENOINO NO PLENÁRIO. Assista no site http://youtu.be/38kwGdA5WR4  (verdade seja dita).


PRA ONDE VAI NOSSO DINHEIRO ????? Asilado há 9 meses na embaixada brasileira. Refugiado há nove meses na Embaixada do Brasil em La Paz, o senador oposicionista boliviano Roger Pinto tornou-se um fardo para a diplomacia brasileira. De um lado, o Brasil não consegue resolver o problema com a Bolívia, mas, ao mesmo tempo, não quer causar constrangimento ao governo de Evo Morales. De outro, o embaixador brasileiro, Marcel Biato, que, prestes a trocar de posto, tornou-se refém da situação. Agora é a torcida do Corintians que paga o pato.


GOLPE NO CHAVISMO – O serviço de inteligência argentino plotou que o corpo não era do Chaves e sim uma cópia de cera. Cristina Kirchner imediatamente foi embora. Depois foi a vez do Lula e da Dilma. O Chaves faleceu mesmo em janeiro. O adiamento do anúncio da morte do Chaves foi apenas uma manobra eleitoreira e um embuste descarado. A palavra agora fica com os comunistas, socialistas e simpatizantes.

HABEMOS PAPAM – Se Maradona, o Messi e agora o Papa Francisco são argentinos, lembrar que temos Pelé e Deus que são brasileiros. O que estraga são os corruptos, a mentira e as meias verdades da propaganda oficial.
de endireitabrasil

 

“É possível enganar algumas pessoas todo o tempo; é também possível enganar todas as pessoas por algum tempo; mas não é possível enganar todas as pessoas por todo o tempo.” (Abraham Lincoln).



[1] O produto interno bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica de uma região.
[2] Esquema de compra de votos de parlamentares é o nome dado à maior crise política ocorrida no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2005/2006 no Brasil e que teve ação movida no ministério público denominada Ação Penal 470.



quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Barbosa deve pedir prisão imediata dos meliantes mensaleiros

TSF - Barbosa deve pedir nesta quinta-feira prisão de réus do mensalão
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, deve pedir amanhã, 5, a prisão imediata dos réus do mensalão. Se for concluída nesta quarta-feira, 4, a análise de todos os embargos de declaração e rejeitada a possibilidade de novo julgamento para 11 dos 25 condenados, Barbosa e ao menos outros dois ministros defenderão que a pena comece a ser cumprida imediatamente.

Política
Barbosa deu sinais, desde o início do julgamento dos primeiros recursos, de que pediria a antecipação do cumprimento da pena. Em vários momentos, o relator da ação penal afirmou que os recursos dos réus eram "meramente protelatórios" e visavam apenas a postergação da execução da pena.
O ministro Gilmar Mendes, que deverá apoiar a proposta, afirmou, ainda antes de iniciado o julgamento dos recursos, que os embargos de declaração eram protelatórios. Já dava sinais, portanto, de que defenderia a prisão célere dos condenados.
Normalmente, o tribunal só determina a execução imediata da pena depois de julgados os segundos recursos. Foi o que aconteceu recentemente no caso de Natan Donadon (RO). Condenado, o deputado recorreu da decisão. O tribunal rejeitou o recurso. Novamente, Donadon contestou a decisão e depois de quase três anos de espera, o segundo recurso foi julgado e rejeitado também. Só então, em meio às manifestações de rua de junho, o tribunal determinou a execução da pena, alegando que os novos embargos tinham a intenção apenas de protelar o fim do processo.
Jurisprudência. Advogados dos réus ontem, 3, já discutiam essa possibilidade. E ressaltavam que esta seria uma nova alteração na jurisprudência da Corte. Alguns dos condenados, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, prepararam-se para o fim antecipado do processo.
Todavia, parte dos ministros resiste a essa proposta. Alegam eles, essencialmente, que o tribunal inovaria se determinasse a prisão imediata dos réus após o julgamento dos primeiros recursos. A Corte daria motivo para os condenados reforçarem as acusações de que teriam sido submetidos a um julgamento de exceção.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Globo entre a cruz e a espada

Globo pede a Lula que segure manifestantes e a ajude a combater o Google

Conteúdo: Correio do Brasil
Por Redação - de São Paulo
Lula recebe um prêmio na presença de João Roberto Marinho(E), em 2004
A pauta do recente encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente dasOrganizações Globo João Roberto Marinho, confirmado pela assessoria do Instituto Lula, vazou nesta sexta-feira em um blog na internet e revela o desespero da maior organização midiática de ultradireita na América Latina com a força das manifestações de rua, que cobram o fim do monopólio nas comunicações e o pagamento de impostos devidos pela emissora à Receita Federal. Pressionada por mais um protesto, convocado para esta sexta-feira, em frente às suas instalações, na capital paulista, e pela queda no faturamento devido ao aumento significativo da audiência na internet, a empresa visava o abrigo de um dos maiores ícones das esquerdas no país.
Segundo o titular do blog Conversa Afiada, o jornalista Paulo Henrique Amorim (PHA), Marinho “foi ao Presidente Lula pedir ajuda contra o Google”. Citando fonte, o também apresentador de um jornal noturno na Rede Record, principal adversária da Rede Globo na TV aberta, afirmou que “a publicidade está numa situação tal que pode provocar uma crise” no setor, que reúne a mídia conservadora no país e é conhecido, por sua atuação política, como Partido da Imprensa Golpista (PIG). Seu interlocutor não disse, mas “imagina-se que o Lula deva ter achado ótimo”, comentou o colunista.
Depois de culpar o Google, maior mecanismo de buscas e difusor de publicidade na web, no mundo, pela queda na arrecadação dos veículos de comunicação que controla no país, segundo PHA, “filho do Roberto Marinho – segundo esse passarinho inconfidente – passou a ‘espinafrar’ a Dilma. Que a Dilma isso, que a Dilma aquilo, e, além do mais, a Dilma não o recebe – não recebe o filho do Roberto Marinho”.
“E, aí, amigo navegante, a bomba! O filho do Roberto Marinho pediu ao Lula para voltar. ‘Volta, Lula, volta, pelo amor de Deus! Mas, como? indagou o Lula”, segundo a fonte.
– Vocês me espinafraram todo dia e você vem aqui me pedir para voltar? – teria questionado o ex-presidente
– Mas, você é diferente, Lula, respondeu o filho do Roberto Marinho. Você é um estadista – disse João Roberto Marinho, segundo o jornalista.
“O filho do Roberto Marinho foi embora sem uma gota de esperança”, acrescenta PHA. Após a saída do visitante, Lula teria comentado com a fonte:
– Esses caras me esculhambam o tempo todo e agora querem que eu volte. Ora, vai …
Temor justificado
Ainda segundo PHA, Marinho tem razões de sobra para estar assustado com o crescimento do Google no país. Recentemente, a agência norte-americana de publicidade Omnicom, a segunda do mundo, associou-se à francesa Publicis para se tornar a primeira do mundo, em uma tentativa de enfrentar o Google, que se tornou, de fato, a maior agência mundial de publicidade. “O Google é o maior destinatário de publicidade do Brasil, depois da Globo”, constata PHA. Atualmente, segundo projeções de analistas do setor, a internet detém 15% da verba de publicidade do Brasil mas, na próxima década, chegará aos 50%. O Google paga em dólares aos proprietários dos sites na internet e, na soma de publicidade no Google, no Youtube e Twitter, a conta já se aproxima do faturamento da Globo. Sem os 75% a 80% do mercado publicitário na tevê aberta, como ocorre hoje no Brasil, o modelo de negócios da Globo naufraga, segundo PHA.
“Não tem como pagar US$ 300 mil de capítulo de novela, três novelas no ar, novas, por dia, 365 dias por ano. Nem R$ 15 milhões por mês de salário a atores que não estão no ar. Um dia, o SBT e a Bandeirantes procuraram o presidente Fernando Henrique (…) para que o capital estrangeiro entrasse na indústria da tevê brasileira”, lembra o jornalista. FHC, diante do pedido, teria dito a um diretor da Band que ele próprio não tinha como enfrentar a Globo, que eles fossem ao Congresso lutar por isso.
“Quando a Globo quebrou, ela precisou de capital estrangeiro no cabo e o FHC deu. Quando o presidente Lula assumiu, a Globo estava quebrada. O PT poderia, ali, quebrar a espinha da Globo. O Ministro Palocci, de inúmeros serviços prestados ao neolibelismo pátrio e à indústria de supermercados salvou a Globo. Foi ali que a Globo começou a sonegar Imposto de Renda. E até hoje não mostrou o DARF (recibo do pagamento dos impostos devidos em um rumoroso processo judicial que monta cerca de R$ 1 bilhão)”, escreveu o jornalista.
Concentração absurda
A própria Secretaria da Comunicação (Secom) da presidência da República, responsável pelo investimento publicitário das verbas do governo federal, autarquias e empresas estatais, publicou recentemente um texto no qual questionava as críticas realizadas por pequenas empresas de comunicação e empreendedores individuais, entre eles blogueiros, acerca dos seus critérios na aplicação dos recursos públicos em publicidade. Não ficou sem resposta. A associação dessas pequenas empresas de comunicação, com representatividade em todo o país (Altercom) tem defendido os interesses da sua base e proposto entre outros pontos que se estabeleça como política a destinação de 30% das verbas publicitárias às pequenas empresas de comunicação. Pratica adotada em outros setores da economia, como na compra de alimentos para a merenda escolar. E também em outros países onde a pluralidade informativa é obrigação do Estado, inclusive do ponto de vista do financiamento.
Leia, adiante, a nota da Altercom:
“Em nome da qualidade do debate democrático, a Altercom utilizará os números do estudo divulgado pela Secom para defender sua tese de que a política atual do governo federal está fortalecendo os conglomerados midiáticos, não garante a pluralidade informativa e mais do que isso não reflete os hábitos de consumo de comunicação e informação do brasileiro. Tem como única referência os parâmetros das grandes agências de publicidade e seu sistema de remuneração onde o principal elemento é a Bonificação por Volume (BV).
A partir disso, seguem algumas observações que têm por base os números do estudo publicado e assinado pelo secretário executivo da Secom.
- Em 2000, ainda no governo FHC, o meio televisão representava 54,5% da verba total de publicidade que era de 1,239 bilhão. Em 2012, esse percentual cresceu para 62,63% de uma verba de 1,797 bilhão. Ou seja, houve concentração de verba em TV mesmo com a queda de audiência do meio e o fortalecimento da internet.
- Em 2011, os grandes portais receberam 38,93% das verbas totais de internet. Em 2012, os grandes portais passaram a receber 48,57% deste volume. Mesmo com a ampliação da diversidade na rede a Secom preferiu a concentração de recursos.
- Também de 2011 para 2012, a Rede Globo aumentou sua participação no share de Tvs. Saiu de 41,91% em 2011 para 43,98% no ano passado.
- Se a Secom utilizasse como base o que a TV Globo recebeu da sua verba total ano a ano, o resultado seria desprezível do ponto de vista da desconcentração como defendido a partir do estudo. Em 2000 a TV Globo teve 29,8% do total da verba da Secom e em 2012 esse percentual foi de 27,5%. Neste número não estão incluídas as verbas para TV fechada, que eram de 2,95% em 2000 e passaram para 10,03% do total do meio TV em 2012. Nesse segmento, provavelmente a maior parte dos recursos também vai para veículos das Organizações Globo que ainda tem expressivos percentuais dos recursos para jornais, rádios, revistas, portais etc.
- Utilizando os dados da Secom também é possível chegar a conclusão de que em 2000, a TV Globo ficava com aproximadamente 370 milhões das verbas totais de publicidade do governo federal. Em 2012, esse valor passou a ser de aproximadamente 495 milhões.
- O secretário executivo da Secom também afirma que houve ampliação do número de veículos programados de 2000 para 2012, o que a Altercom reconhece como um fato. Essa ampliação foi significativa, mas no texto não é informado qual a porcentagem do valor total destinado a esses veículos que antes não eram programados.
- Por fim, no estudo o secretário parece defender apenas o critério da audiência quantitativa como referência para programação de mídia. Sendo que a legislação atual não restringe a distribuição das verbas de mídia ao critério exclusivo de quantidade de pessoas atingidas. Aponta, por exemplo, a segmentação do público receptor da informação e o objetivo do alcance da publicidade, entre outras questões. E é notório também que a distribuição dos recursos deve considerar a qualidade do veículo programado e a sua reputação editorial.
Considerando que a Secom está disposta ao diálogo, o que é bom para o processo democrático, a Altercom solicita publicamente e por pedido de informação que será protocolado com base na legislação vigente, os seguintes dados.
- A lista dos investimentos em todas as empresas da Organização Globo no período do estudo apresentado pela Secom (2000 a 2012).
- O número de veículos programados pela Secom ano a ano no período do estudo (2000 a 2012)
- Quanto foi investido por cada órgão da administração direta e indireta no período do estudo (2000 a 2012).
- Quais foram os 10 veículos que mais receberam verbas publicitárias em cada órgão da administração direta e indireta em cada meio (TV, rádio, jornais, revistas, internet etc) no período do estudo (2000 a 2012).
- A curva ABC dos veículos e investimentos realizados pela Secom. Ou seja, o percentual de verbas aplicadas nos 10 maiores veículos, nos 100 maiores e nos demais no periodo de 2000 a 2012.
- O que justifica do ponto de vista dos hábitos de consumo da comunicação a ampliação do percentual de verbas publicitárias de 2000 para 2012 no meio TV.
- O sistema e o critério de classificação e ranqueamento que estaria sendo utilizado pela Secom para programação de mídia.
A Altercom tem outras ponderações a fazer a partir do estudo apresentado, mas confiando na postura democrática da atual gestão avalia que os pontos aqui levantados já são suficientes para que o debate seja feito em outro patamar.
Reafirmamos nossa posição de que a distribuição das verbas publicitárias governamentais não pode atender apenas a lógica mercadista. Elas precisam ser referenciadas nos artigos da Constituição Federal que apontam que o Estado brasileiro deve promover a diversidade e a pluralidade informativa.
A Altercom também reafirma a sua sugestão de que a Secom deveria adotar o percentual de 30% das verbas publicitárias para os pequenos veículos de informação, o que fortaleceria toda a cadeia produtiva do setor da comunicação. E colocaria o Brasil num outro patamar democrático, possibilitando o fortalecimento e o surgimento de novas empresas e veículos neste segmento fundamental numa sociedade informacional”.