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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Lula e Dilma mais "íntimos" da Lava Jato

STF envia a Moro documentos sobre campanhas de Lula e Dilma

Parte do processo na primeira instância da Justiça Federal tem como base delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC. Aquela que nada explica e a solução é entregar tudo!

Lava Jato investiga campanhas de Lula (2006) e Dilma (2010)
As solicitações de investigação, por parte da Procuradoria, não recaem sobre os candidatos, mas sobre coordenadores e responsáveis pelas finanças eleitorais. No caso da campanha de 2014, Zavascki já autorizou a abertura de investigação contra o ministro da Comunicação Social e ex-tesoureiro da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff, Edinho Silva.
Entre os nomes citados por Pessoa cuja possível investigação deve ficar a cargo de Moro está o do ex-tesoureiro da campanha de Dilma em 2010, José de Filippi, e do ex-tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto, um dos presos pela Polícia Federal. O dono da UTC relatou em depoimento ter repassado 3,6 milhões de reais entre 2010 e 2014 para os dois e também mencionou repasses à segunda campanha do ex-presidente Lula.

BRASÍLIA – O inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar o ministro da
Suspeitos de terem arrecadado dinheiro proveniente
de propina no esquema da Petrobrás
Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Edinho Silva, não será a única frente de apuração de supostas irregularidades nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff. O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no tribunal, já decidiu encaminhar para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, documentos que apontam suspeitas de arrecadação ilegal por parte das coordenações das campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010. Edinho foi o tesoureiro em 2014 e, por ser ministro, tem foro privilegiado junto ao STF.
Entre os citados que poderão ser investigados em novos inquéritos na primeira instância da Justiça Federal estão o ex-deputado e ex-secretário de Saúde da Prefeitura de São Paulo José de Filippi Júnior e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, segundo fontes com acesso às investigações. Filippi foi tesoureiro da campanha de Lula à reeleição em 2006 e da campanha de Dilma em 2010. Vaccari só deixou a Secretaria de Finanças do PT após ser preso na Operação Lava-Jato, em abril deste ano. Os dois foram citados em depoimentos prestados na delação premiada do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa.
A vitória momentânea da corrupção
Segundo Pessoa, a campanha de Lula em 2006 contou com repasses de dinheiro em espécie, sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O dinheiro seria proveniente de um consórcio com obras no exterior, integrado pela UTC. A entrega foi feita no comitê da campanha, conforme o empreiteiro. Pessoa também relatou entregas de dinheiro a pedido de Vaccari.
O GLOBO apurou que a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba já foi avisada sobre o compartilhamento da delação do dono da UTC, em que o empreiteiro detalha supostas irregularidades nas campanhas petistas. A expectativa dos investigadores no Paraná é receber esses depoimentos até a próxima quarta-feira. Os casos serão analisados individualmente e poderão resultar em inquéritos diferentes.
O ex-ministro Antonio Palocci já é investigado em inquérito na primeira instância por conta de suspeitas de arrecadação ilegal na campanha de Dilma em 2010, delatada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O encaminhamento das acusações à Justiça Federal no Paraná também foi feito por Teori, na primeira leva de inquéritos judiciais abertos na Lava-Jato, em março deste ano.
A hora do chefe se explicar. Como se explicar?
Costa declarou que recebeu um pedido do doleiro Alberto Youssef e que autorizou o uso de R$ 2 milhões destinados ao PP, desviados de contratos da estatal, na campanha de Dilma. O pedido teria partido de Palocci, conforme a delação de Costa. Youssef desmentiu o depoimento do ex-diretor. Mesmo assim, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entendeu que “a suposta solicitação da vantagem deve ser apurada em relação a quem a teria feito”. O inquérito está em andamento em Curitiba. Dilma não foi alvo de investigação. Janot alegou “vedação constitucional” para analisar o caso, por ele ser anterior à sua gestão como presidente.

Na semana passada, a Polícia Federal concluiu as investigações contra dois políticos com foro privilegiado: os deputados Vander Loubet (PT-MS) e Nelson Meurer (PP-PR). Nos relatórios encaminhados ao STF, a PF concluiu que ao menos parte da propina recebida pelos dois, proveniente de contratos da Petrobras, foi transformada em doação eleitoral.
A PF chegou à mesma conclusão em relação às investigações contra o deputado Arthur Lira (PP-AL), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, e o senador Benedito de Lira (PP-AL), pai dele. No relatório enviado ao STF, a polícia afirma que Arthur Lira encontrou o doleiro Alberto Youssef “com a finalidade de solicitar o pagamento de dívidas de campanha e apanhar recursos em espécie, oriundos do esquema de corrupção da Petrobras”. Para a polícia, os parlamentares praticaram corrupção passiva, que é o recebimento de propina, e lavagem de dinheiro, configurada nas artimanhas para ocultar o primeiro crime.
No sábado, outros dois inquéritos foram abertos no STF para investigar supostas doações por caixa dois. São alvos o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que disputou o governo de São Paulo em 2010, e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), eleito para o cargo naquele ano.

sábado, 16 de maio de 2015

A um passo do confronto. Armado?

O inevitável momento se aproxima. Decisões deverão ser tomadas.
O psicopata está entre a cruz e a espada. Medo e desespero entram em cena.
A pressão sobre a facção petista está em seu limite máximo e seus integrantes não terão outra alternativa, a não ser a reação da qual não estão preparados.
Vislumbravam um quadro de implantação do comunismo muito mais calmo, obedecendo a regra que chamam de moderna, ou seja, através do convencimento da massa pela alienação e doutrinação simplesmente. Porém, não esperavam uma queda de mais de 90% de popularidade, revolta e reação nas ruas, embora não tenha sido significativa a ida do povo às manifestações.
Não será com alguns dias, muito alternados, que se derruba um governo corrupto, porém, ficou provada a indignação que atingiu as populações mais simples e desinformadas.
Este fator pesa forte no balanço do golpe comunista que, até 2014, achavam ir de vento em popa.
O fato é que o barco do PT, principal "partido" e líder do Foro de São Paulo, começou a virar e hoje se encontra em vias de afundar definitivamente.
O chefe da facção, Lula da Silva, chegou a declarar que se for o caso eles fundam um outro partido.
O que quis dizer com isso?
Que reconhece estarem em vias do registro do mesmo ser caçado e a eleição de Dilma ser impugnada?
Até os próprios líderes acéfalos conseguem raciocinar o suficiente e perceberem que a situação é caótica - para eles!
Mas toda implantação de regime autoritário e insano como o que querem para o Brasil, tem seu plano
"B". E este, é evidente, baseia-se na força - no confronto armado.
Nos países em que tentam eternizar essa situação, houve a preparação das Forças Armadas para que aceitassem - por força das circunstâncias - passivamente a situação.
No Brasil encontram um povo que apoia essa única Força Salvadora e nossos militares mostram seu descontentamento e preparo para o esperado confronto.
Um ponto a ser destacado é o apoio da população. Diferente dos outros países, somos mais de duzentos milhões e nossas Forças Armadas está entre as mais bem preparadas, embora defasadas por falta de investimento do próprio desgoverno que deixamos chegar aos 12 anos de poder. Mas isswo não fará muita diferença sob este aspecto. Enquanto eles contam com militantes de mentes desgovernadas que, quando saem às ruas, não imaginam porque estão gritando as palavras de ordem que repetem como papagaios. Quanto aos milhares de terroristas que importaram, cada um tem um treinamento e um modus operandi, ou seja, não agirão com a sincronia e precisão do nosso Exército - a Força que lidera as Forças.
Outro problema é que, no caso deles, cada um fala seu idioma e não conhecem tão bem nosso território que, nossos soldados mantém mapeados e atualizados.
Assim como foi um desastre tudo que fizeram até agora, o confronto também poderá sê-lo.
Essa é a razão do desespero do chefe psicopata e seus asseclas.
Nem mesmo a militância paga conseguem manter na ativa.
Estes são apenas alguns itens. Muito mais os desfavorecem nesse tal plano "B" que recebe a inicial do que poderá resultar.
Enfim, só podemos concluir que essa "novela" está em seus capítulos finais com forte tendência de final trágico, porque não era o que queríamos mas, como diz o hino do Exército:
"A paz queremos com fervor,
A guerra só nos causa dor
Porém, se a Pátria amada
For um dia ultrajada
Lutaremos sem temor"




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Matéria da Revista VEJA - blog Felipe Moura Brasil  6/05/2015
Ricardo Pessoa delatou gráfica fantasma da campanha de Dilma Rousseff e avisou: “Não vou poupar ninguém”ricardo-pessoa-lava-jato-size-598Ricardo Pessoa delatou a VTPB.
A gráfica fantasma de Beckembauer Rivelino, irmão do jornalista Kennedy Alencar, foi usada para lavar propina do esquema de corrupção da Petrobras, segundo o empreiteiro.
Ele também avisou: “Não vou poupar ninguém”.
A reportagem da IstoÉ desta semana informa:
“Uma das pistas reveladas por Pessoa atinge diretamente a campanha de Dilma e sua contabilidade.
Aos procuradores, o dono da UTC teria indicado que parte dos R$ 26,8 milhões que o PT pagou a VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior teve origem no Petrolão.
Só a campanha de Dilma injetou na VTPB quase R$ 23 milhões, dinheiro que daria para imprimir 368 milhões de santinhos do ‘tipo cartão’, modelo descrito nas notas fiscais anexadas à prestação de contas.
O montante é duas vezes e meia o total de eleitores habilitados no País.”
Não é maravilhoso? O PT paga o suficiente para imprimir material de campanha para dois Brasis e meio, e quer quer que você acredite que o objetivo era mesmo imprimi-lo.
Edinho Dilma Lula
Dilma Rousseff, Edinho Silva e Lula: preocupadíssimos
Tem mais:
“Em suas conversas com os procuradores, Pessoa afirmou que a gráfica foi usada para que dinheiro fruto do Petrolão chegasse à campanha petista como se fosse uma doação oficial.
Com isso, endossou a tese de investigadores da Lava Jato sobre a possibilidade de o caixa oficial da campanha ter sido ferramenta para lavar dinheiro de corrupção.”
Por fim:
“A suspeita sobre o uso da VTPB levou o vice-presidente do TSE, o ministro Gilmar Mendes, a oficiar a Procuradoria Geral da República, a Receita Federal, a Secretaria de Fazenda de São Paulo e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Em seu despacho, Gilmar alegou ‘indícios de irregularidades’ nas contas da ‘gráfica fantasma’.
A iniciativa, que agora terá o apoio do Ministério Público, servirá para rastrear a origem do dinheiro e seu destino final, saber se a UTC bancou diretamente os custos de impressão dos santinhos ou se o dinheiro passou pela conta do PT, e se os serviços foram realmente prestados.
Em suas delações, Pessoa detalha a participação do ex-tesoureiro de Dilma e atual ministro Edinho Silva no esquema.”
Acrescento:
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, comentou com os mais próximos, segundo a coluna Radar, que Dilma Rousseff estava distante, preocupada e nada sorridente durante o almoço oferecido pelo prefeito Eduardo Paes.
De fato, ela tem todos os motivos para estar assim.

sábado, 9 de maio de 2015

Eu não sabia sabendo. Mujica desmascara o molusco.

O livro como prova já é usado na tentativa
da mídia refém e vendida contestar o fato.
Eu menti sem querer querendo e sabia sem saber sabendo.
Todo mentiroso acaba esquecendo do que disse e torna-se vítima da contradição. Para o Brasil e o mundo já estava claro. Agora, apenas confirmam através do livro escrito pelo presidente Mujica.
Matéria formatada por Celso Brasil

"Para Mujica, ficou claro que Lula falava do mensalão", diz autor de livro

Segundo Andrés Danza, um dos autores da biografia 'Uma Ovelha Negra no Poder', não restou dúvida para o ex-presidente uruguaio que Lula se referia ao escândalo ao dizer que teve de "lidar com muitas coisas imorais"

Revista Veja - por: Leonardo Coutinho - Atualizado em
Aos poucos o bando é denunciado claramente e as máscaras não caem porque já nem existem mais.
Andrés Danza, um dos autores do livro Una Oveja Negra al Poder (Uma Ovelha Negra no Poder), confirmou a VEJA declaração do ex-presidente uruguaio, José Mujica, de que Lula se referia ao mensalão quando justificou a corrupção em seu governo. Uma frase de Danza publicada no site G1 nesta sexta-feira deu a falsa impressão de que ele estava negando o conteúdo do livro. Na frase em questão ("Não, Lula estava falando sobre as 'coisas imorais' e não sobre o mensalão. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é dificil governar o Brasil sem conviver com chantagens e 'coisas imorais"), Danza apenas esclareceu que Lula não tinha usado especificamente a palavra "mensalão", embora tenha ficado claro para Mujica que era exatamente a esse escândalo que o brasileiro se referia. Ao relatar a conversa aos jornalistas que escreveram o livro, Mujica associou imediatamente a confissão ao escândalo que levou à prisão algumas das principais lideranças do PT e do governo Lula, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha. A seguir, a entrevista de Danza a VEJA:
O jornal O Globo publicou uma reportagem sobre seu livro, que causou muita repercussão porque revelou o conteúdo de uma conversa entre o ex-presidente José Mujica e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nele está a revelação de que Lula sabia o que se passou...
No mensalão.
Sim. Quais são os detalhes dessa conversa?
Foi uma conversa que Mujica teve com Lula antes de assumir a presidência do Uruguai, em 2010. Mujica viajou ao Brasil com o vice-presidente Danilo Astori. A conversa foi em Brasília. Mujica conta que Lula lhe disse que como presidente teve de lidar com questões imorais e chantagens, e que essa é a forma de governar o Brasil. Lula não usou especificamente a expressão "mensalão". Ele disse que a corrupção é alta no Brasil e que um presidente tem de lidar com questões imorais e chantagens. Embora a confissão que Lula fez sobre corrupção tenha sido genérica, para Mujica ficou claro que ele estava se referindo especificamente ao mensalão. Mujica disse a Lula que isso é algo típico de muitos países.
Como Mujica avaliou a afirmação de Lula de que não há como governar sem corrupção?
Mujica se preocupa com a corrupção. Vive de forma humilde e a combate. Ele não a defende. Mas ele defende Lula, com quem tem uma relação muito próxima. Ele considera que Lula não é corrupto e o vê como padrinho. Ele entende que Lula teve de conviver com a corrupção.
Mujica ficou incomodado com a repercussão dessa revelação?
Não falei com ele ainda. Mas é um trabalho jornalístico. Nós temos tudo mais que confirmado e por isso publicamos. Mujica participou do lançamento do livro em Buenos Aires, na semana passada. Faz muito tempo que nos conhecemos e há entre nós respeito profissional. Ele nunca exigiu que algo que disse fosse ou não publicado.

Em livro, Mujica diz que Lula se referiu ao mensalão como "única forma de governar o Brasil'

O ex-presidente uruguaio relatou ainda que fazer política em Brasília sem se envolver com corrupção é praticamente impossível

- Atualizado em

Mujica e Lula
José Mujica e Lula 
O ex-presidente uruguaio José Mujica revela em livro sobre sua passagem pela presidência que o ex-presidente Lula confessou o crime do mensalão para ele. A obra Una Oveja Negra al Poder (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre), escrita pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica, relata que, em 2010, ao conversarem sobre o escândalo do mensalão, que consistia em compra de apoio político no Congresso, o petista teria dito ao presidente uruguaio que aquela era "a única forma de governar o Brasil".
"Lula não é um corrupto como [Fernando] Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse Mujica no livro, "mas viveu esse episódio [do mensalão] com angústia e um pouco de culpa". Ainda segundo o relato, o assunto mensalão veio à tona durante uma reunião feita em Brasília nos primeiros meses de 2010, e Lula teria dito textualmente: "Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens". E logo em seguida completou: "Essa era a única forma de governar o Brasil". Mujica afirma que o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori também estava na sala e ouviu a declaração do petista.
Nesta semana, em entrevista ao El País sobre o lançamento do livro, Mujica classificou de "inexplicáveis" os escândalos de corrupção que ocorrem no Brasil. Ao jornal espanhol, o ex-presidente uruguaio afirmou que qualquer envolvimento de dinheiro na política abre o precedente para a ação de corruptores. "A esquerda morre quando a cobiça de se fazer dinheiro entra na política. Por que a corrupção prolifera tanto? Parece sensato que pessoas de 60, 70 anos se emporcalhem com uns pesos imundos? Eles sabem que têm pouca vida pela frente. O tema de ter dinheiro para ser alguém pode ser uma ferramenta de progresso no mundo do comércio, onde se correm riscos empresariais, mas estamos fritos quando se mete na política. Isso aconteceu na Itália, em parte da Espanha. É inexplicável o que se passa no Brasil", declarou.
Na obra, ainda sem data de lançamento no Brasil, Mujica fala sobre os cinco anos em que esteve no governo e discorre sobre temas relevantes para a política latino-americana. Para ele, fazer política no Brasil sem se envolver com corrupção é praticamente impossível. "A democracia moderna é muito cara. O Brasil é muito grande, tem Estados que são como países. Existem partidos locais, e a legenda que ganha o governo nacional precisa negociar com eles. Aí acontece de tudo", disse.
Argentina - O uruguaio também recordou que o vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, enfrenta uma série de processos na Justiça. Na terça-feira, Mujica participou de um evento no país e disse já ter visto a presidente Cristina Kirchner "enraivecida como uma aranha má, como se estivesse ofendida ou ressentida". Em seguida, saiu em defesa da mandatária, com quem teve divergências durante o período em que ocupou a presidência uruguaia. "Depois, naturalmente, ela sempre defendeu os interesses que considera pertencentes à nação argentina. A meu ver, ela o fez em algumas vezes de forma acertada e, em outras, equivocadamente", afirmou.
Como no Uruguai não existe reeleição, Mujica não concorreu à Presidência no ano passado e deu lugar a Tabaré Vásquez, do seu partido de esquerda Frente Ampla. Mujica foi eleito para o Senado pelo Frente Ampla e, aos 80 anos, disse não ter perspectiva de retornar ao Executivo. "Sigo como uma referência, mas não sei como vou estar daqui cinco anos. Tenho 80, pensar nos 85 é muito corajoso, não?", brincou.

Caiado quer ouvir Mujica no Senado sobre confissão de Lula

- Atualizado em

Lula cumprimenta o presidente do Uruguai, José Mujica, durante encontro no Itamaraty, em 2010
Lula cumprimenta o presidente do Uruguai, José Mujica, durante encontro no Itamaraty, em 2010 (Jose Cruz / ABr/VEJA)
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) quer que o ex-presidente uruguaio José Mujica compareça à Comissão de Relações Exteriores do Senado para explicar a confissão feita a ele pelo ex-presidente Lula sobre o mensalão. Em livro que narra sua passagem pela Presidência, recém-lançado, Mujica conta que Lula lidava com o episódio com "um pouco de culpa". O uruguaio relata o que ouviu do petista em um encontro cinco anos atrás: "Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens". Em seguida, Lula prosseguiu: "Era a única forma de governar o Brasil". O requerimento que será apresentado por Caiado também vale para Danilo Astori, que foi vice de Mujica e estava na sala quando Lula fez a confissão. (Gabriel Castro, de Brasília)