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sábado, 9 de maio de 2015

Eu não sabia sabendo. Mujica desmascara o molusco.

O livro como prova já é usado na tentativa
da mídia refém e vendida contestar o fato.
Eu menti sem querer querendo e sabia sem saber sabendo.
Todo mentiroso acaba esquecendo do que disse e torna-se vítima da contradição. Para o Brasil e o mundo já estava claro. Agora, apenas confirmam através do livro escrito pelo presidente Mujica.
Matéria formatada por Celso Brasil

"Para Mujica, ficou claro que Lula falava do mensalão", diz autor de livro

Segundo Andrés Danza, um dos autores da biografia 'Uma Ovelha Negra no Poder', não restou dúvida para o ex-presidente uruguaio que Lula se referia ao escândalo ao dizer que teve de "lidar com muitas coisas imorais"

Revista Veja - por: Leonardo Coutinho - Atualizado em
Aos poucos o bando é denunciado claramente e as máscaras não caem porque já nem existem mais.
Andrés Danza, um dos autores do livro Una Oveja Negra al Poder (Uma Ovelha Negra no Poder), confirmou a VEJA declaração do ex-presidente uruguaio, José Mujica, de que Lula se referia ao mensalão quando justificou a corrupção em seu governo. Uma frase de Danza publicada no site G1 nesta sexta-feira deu a falsa impressão de que ele estava negando o conteúdo do livro. Na frase em questão ("Não, Lula estava falando sobre as 'coisas imorais' e não sobre o mensalão. O que Lula transmitiu ao Mujica foi que é dificil governar o Brasil sem conviver com chantagens e 'coisas imorais"), Danza apenas esclareceu que Lula não tinha usado especificamente a palavra "mensalão", embora tenha ficado claro para Mujica que era exatamente a esse escândalo que o brasileiro se referia. Ao relatar a conversa aos jornalistas que escreveram o livro, Mujica associou imediatamente a confissão ao escândalo que levou à prisão algumas das principais lideranças do PT e do governo Lula, como José Dirceu, José Genoino e João Paulo Cunha. A seguir, a entrevista de Danza a VEJA:
O jornal O Globo publicou uma reportagem sobre seu livro, que causou muita repercussão porque revelou o conteúdo de uma conversa entre o ex-presidente José Mujica e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nele está a revelação de que Lula sabia o que se passou...
No mensalão.
Sim. Quais são os detalhes dessa conversa?
Foi uma conversa que Mujica teve com Lula antes de assumir a presidência do Uruguai, em 2010. Mujica viajou ao Brasil com o vice-presidente Danilo Astori. A conversa foi em Brasília. Mujica conta que Lula lhe disse que como presidente teve de lidar com questões imorais e chantagens, e que essa é a forma de governar o Brasil. Lula não usou especificamente a expressão "mensalão". Ele disse que a corrupção é alta no Brasil e que um presidente tem de lidar com questões imorais e chantagens. Embora a confissão que Lula fez sobre corrupção tenha sido genérica, para Mujica ficou claro que ele estava se referindo especificamente ao mensalão. Mujica disse a Lula que isso é algo típico de muitos países.
Como Mujica avaliou a afirmação de Lula de que não há como governar sem corrupção?
Mujica se preocupa com a corrupção. Vive de forma humilde e a combate. Ele não a defende. Mas ele defende Lula, com quem tem uma relação muito próxima. Ele considera que Lula não é corrupto e o vê como padrinho. Ele entende que Lula teve de conviver com a corrupção.
Mujica ficou incomodado com a repercussão dessa revelação?
Não falei com ele ainda. Mas é um trabalho jornalístico. Nós temos tudo mais que confirmado e por isso publicamos. Mujica participou do lançamento do livro em Buenos Aires, na semana passada. Faz muito tempo que nos conhecemos e há entre nós respeito profissional. Ele nunca exigiu que algo que disse fosse ou não publicado.

Em livro, Mujica diz que Lula se referiu ao mensalão como "única forma de governar o Brasil'

O ex-presidente uruguaio relatou ainda que fazer política em Brasília sem se envolver com corrupção é praticamente impossível

- Atualizado em

Mujica e Lula
José Mujica e Lula 
O ex-presidente uruguaio José Mujica revela em livro sobre sua passagem pela presidência que o ex-presidente Lula confessou o crime do mensalão para ele. A obra Una Oveja Negra al Poder (Uma ovelha negra no poder, em tradução livre), escrita pelos jornalistas Andrés Danza e Ernesto Tulbovitz com depoimentos de Mujica, relata que, em 2010, ao conversarem sobre o escândalo do mensalão, que consistia em compra de apoio político no Congresso, o petista teria dito ao presidente uruguaio que aquela era "a única forma de governar o Brasil".
"Lula não é um corrupto como [Fernando] Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse Mujica no livro, "mas viveu esse episódio [do mensalão] com angústia e um pouco de culpa". Ainda segundo o relato, o assunto mensalão veio à tona durante uma reunião feita em Brasília nos primeiros meses de 2010, e Lula teria dito textualmente: "Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens". E logo em seguida completou: "Essa era a única forma de governar o Brasil". Mujica afirma que o ex-vice-presidente uruguaio Danilo Astori também estava na sala e ouviu a declaração do petista.
Nesta semana, em entrevista ao El País sobre o lançamento do livro, Mujica classificou de "inexplicáveis" os escândalos de corrupção que ocorrem no Brasil. Ao jornal espanhol, o ex-presidente uruguaio afirmou que qualquer envolvimento de dinheiro na política abre o precedente para a ação de corruptores. "A esquerda morre quando a cobiça de se fazer dinheiro entra na política. Por que a corrupção prolifera tanto? Parece sensato que pessoas de 60, 70 anos se emporcalhem com uns pesos imundos? Eles sabem que têm pouca vida pela frente. O tema de ter dinheiro para ser alguém pode ser uma ferramenta de progresso no mundo do comércio, onde se correm riscos empresariais, mas estamos fritos quando se mete na política. Isso aconteceu na Itália, em parte da Espanha. É inexplicável o que se passa no Brasil", declarou.
Na obra, ainda sem data de lançamento no Brasil, Mujica fala sobre os cinco anos em que esteve no governo e discorre sobre temas relevantes para a política latino-americana. Para ele, fazer política no Brasil sem se envolver com corrupção é praticamente impossível. "A democracia moderna é muito cara. O Brasil é muito grande, tem Estados que são como países. Existem partidos locais, e a legenda que ganha o governo nacional precisa negociar com eles. Aí acontece de tudo", disse.
Argentina - O uruguaio também recordou que o vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, enfrenta uma série de processos na Justiça. Na terça-feira, Mujica participou de um evento no país e disse já ter visto a presidente Cristina Kirchner "enraivecida como uma aranha má, como se estivesse ofendida ou ressentida". Em seguida, saiu em defesa da mandatária, com quem teve divergências durante o período em que ocupou a presidência uruguaia. "Depois, naturalmente, ela sempre defendeu os interesses que considera pertencentes à nação argentina. A meu ver, ela o fez em algumas vezes de forma acertada e, em outras, equivocadamente", afirmou.
Como no Uruguai não existe reeleição, Mujica não concorreu à Presidência no ano passado e deu lugar a Tabaré Vásquez, do seu partido de esquerda Frente Ampla. Mujica foi eleito para o Senado pelo Frente Ampla e, aos 80 anos, disse não ter perspectiva de retornar ao Executivo. "Sigo como uma referência, mas não sei como vou estar daqui cinco anos. Tenho 80, pensar nos 85 é muito corajoso, não?", brincou.

Caiado quer ouvir Mujica no Senado sobre confissão de Lula

- Atualizado em

Lula cumprimenta o presidente do Uruguai, José Mujica, durante encontro no Itamaraty, em 2010
Lula cumprimenta o presidente do Uruguai, José Mujica, durante encontro no Itamaraty, em 2010 (Jose Cruz / ABr/VEJA)
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO) quer que o ex-presidente uruguaio José Mujica compareça à Comissão de Relações Exteriores do Senado para explicar a confissão feita a ele pelo ex-presidente Lula sobre o mensalão. Em livro que narra sua passagem pela Presidência, recém-lançado, Mujica conta que Lula lidava com o episódio com "um pouco de culpa". O uruguaio relata o que ouviu do petista em um encontro cinco anos atrás: "Neste mundo tive que lidar com muitas coisas imorais, chantagens". Em seguida, Lula prosseguiu: "Era a única forma de governar o Brasil". O requerimento que será apresentado por Caiado também vale para Danilo Astori, que foi vice de Mujica e estava na sala quando Lula fez a confissão. (Gabriel Castro, de Brasília)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Lula - o entreguista que, há muito, trai o Brasil

O livro bomba de
Romeu Tuma Júnior
Depois do livro bomba, Lula calou-se, ainda mais, para a imprensa!
Sem qualquer condição de honrar as calças que veste e enfrentar a mídia, cala-se, juntamente com a "gerenta". E o Brasil, mais uma vez assiste o drama da amnésia lulística numa total demonstração de falta de responsabilidade política do partido promotor da década perdida.
Os conservadores da moral, da ética e da decência, mais uma vez, estarrecidos com a cara de pau do chefe do bando, chama à responsabilidade o astro principal que, indiferente, continua vivendo a ilusão de que o povo esquecerá mais este episódio.
Ocorre que foi descoberta a melhor forma de reconstruir a história - Livros, livros e mais livros.
Todos mostrando a verdade que jamais poderá ser abafada.



Lula no camburão: o que diz a foto histórica quando analisada à luz do óbvio e sem mistificação

Vejam esta foto. Pensem sobre esta foto.

Lula no camburão
Prisioneiro???  Coitadinho???  Ou safado sem escrúpulos?
Ou passageiro especial que trabalhava para o regime da época?
Prova cabal de que sempre foi infiel a qualquer princípio nobre.

A legenda é de autoria deste veículo, 
não fazendo parte da publicação original da fonte.
Luiz Inácio Lula da Silva (que, segundo Romeu Tuma Jr., era um “ganso” de seu pai — Romeu Tuma, o chefe do Dops) recebe pensão mensal do Estado brasileiro — do seu bolso, leitor! — por ter ficado preso por 31 dias em 1980; entre 19 de abril e 20 de maio. Razão: a greve dos metalúrgicos de São Bernardo.
É um absurdo haver um estado que prende um líder grevista só porque líder grevista? É claro que é. O Brasil ainda era uma ditadura. Ocorre que o PT havia sido oficialmente criado dois meses antes, no dia 10 de fevereiro daquele ano. E seu líder maior era… Lula! Logo, a greve dos metalúrgicos de 1980, em pleno regime militar, já era liderada por um… partido. E tudo aquilo parecia tão natural, não é? Afinal, havia a ditadura e coisa e tal…
Reflitam, então, sobre uma história que foge a qualquer narrativa ou lógica convencionais: um líder de partido político é preso por liderar uma greve. Na cadeia, felizmente, não é maltratado por ninguém. Ao contrário: começam a surgir evidências de que recebeu tratamento especial. Na foto 3 x 4, há um certo apelo ao mártir, admita-se.
Lula foto 3 x 4 dops
Somem os algarismos que compõem o número de seu prontuário: 13 na cabeça! Os místicos podem fazer a festa. Vejam que coisa: Lula já tinha um partido, já estava fazendo política, pôs a greve a serviço, então, do que veio a se mostrar um futuro venturoso e ainda… cobra uma indenização mensal do estado brasileiro. Não estamos diante de uma história vulgar. Não mesmo!
A foto
Agora vejam a famosa foto do camburão, que costuma ser usada por seus hagiógrafos como evidência de seu brutal sofrimento. No banco da frente, sentado no meio, está Luiz Eduardo Greenhalgh, seu advogado. Lula, ele próprio, está atrás, ao lado da porta, fumando o seu cigarro. Mesmo que estivéssemos falando da mais tabajara das polícias, convenham, o preso não viaja como passageiro — num tempo em que os carros não tinham trava elétrica.
O Reinaldo está dizendo que essa foto prova que ele era mesmo um “ganso” de Tuma? Não. O Reinaldo está escrevendo que essa foto evidencia que ele era um preso diferenciado, tratado já com mesuras. Lula estava fazendo política — e, nesse particular, deve ter reconhecido seu mérito. O que é inaceitável é que, até hoje, cobre mensalmente uma grana do estado brasileiro como se tivesse sido uma vítima.
Não! Era o senhor do sindicato, do partido, do camburão, da sala do sofá vermelho. E veio a ser inimputável do Brasil!
Por Reinaldo Azevedo
Veja - 10/12/2013